Desvendando o Passado: Uma Jornada Paleoecológica pela Fauna de Insetos do Cretáceo

Escrito em: 21 de março de 2024

Por: Jéssica da Silva Nobre

Por volta de 480 milhões de anos atrás, no período Ordoviciano, as plantas começaram a se aventurar pela terra firme, abrindo caminho para um mundo totalmente novo no qual os insetos puderam prosperar. Mesmo com mudanças nas condições climáticas globais e eventos de extinção em massa, as ordens sobreviventes foram capazes de evoluir e de se diversificar para o que são essencialmente as ordens que conhecemos hoje. No entanto, foi somente durante o Cretáceo que essa diversificação se deu de forma significativa. Novos grupos de insetos com papéis cruciais nas interações ecológicas surgiram, os polinizadores, tudo graças a algo que chamamos de co-evolução. Vespas, formigas, abelhas, borboletas e besouros, evoluíram lado a lado com as flores, ajudando-as a se reproduzirem e se dispersarem pelo mundo em troca de abrigo, locais de oviposição e alimento.

Em um estudo de 2024, geólogos brasileiros buscaram esclarecer o cenário paleoecológico da fauna de insetos da Formação Crato no Brasil, na região de Nova Olinda. Localizada na Bacia do Araripe, no Nordeste, é uma formação geológica datada do Cretáceo Inferior (Aptiano) que conserva grande riqueza paleontológica, seja de vertebrados, invertebrados ou plantas. Seus sítios fossilíferos chamam a atenção de pesquisadores, principalmente por apresentarem ocorrências do tipo Lagerstätte: depósitos sedimentares com uma ampla gama de condições geológicas capazes de conservar até mesmo tecidos moles. É composta por formações  de rochas siliciclásticas e rochas carbonáticas, nas quais se destacam calcários laminados de diferentes tonalidades.

Os pesquisadores examinaram cerca de 1135 espécies de insetos fósseis agrupados em 55 famílias. A coleção está sob os cuidados do Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e inclui insetos encontrados em calcários cinza-escuro e amarelo-claro. Como resultado, descobriu-se que os insetos terrestres eram mais comuns do que os insetos aquáticos e semiaquáticos. Surpreendentemente, muitas das famílias de insetos foram encontradas em ambos os tipos de rochas, sugerindo que a diversidade de insetos não sofreu grandes flutuações ao longo do tempo.

Além disso, observou-se que as rochas amarelo-claro indicam períodos mais úmidos, com mais insetos aquáticos e semiaquáticos. Isso sugere que essas rochas foram formadas durante inundações ou durante o surgimento de zonas úmidas e pântanos. Já a maioria das famílias de insetos registradas nos calcários cinza-escuro representam indivíduos terrestres associados a áreas de vegetação arbórea ou arbustiva. Evidências de interações inseto-planta também foram encontradas neste sítio.

Ao examinar a preservação dos insetos, descobriu-se que, nas rochas cinza-escuro, a proporção de fósseis desarticulados (com partes do corpo soltas) era maior. Isso nos faz pensar que esses insetos podem não ser originários do local de onde foram encontrados, podendo ter sido levados para o lago depois de morrerem em terra, por exemplo. Isso também pode ter ocorrido devido a processos físicos e bioquímicos atuantes sobre os sedimentos após a deposição. Já nas rochas amarelo-claro, a proporção de insetos totalmente articulados era maior. 

Considerando a literatura taxonômica, o número de espécies dentro dos paleópteros (libélulas, donzelinhas e efêmeras) é maior na paleoentomofauna do Crato do que em outras formações do Cretáceo Inferior. Já para o número de espécies descritas de besouros e vespas, observa-se o contrário, mas ainda não se sabe bem o porquê.

Texto fonte: IRINEUDO Bezerra, Francisco; MENDES, Márcio. (2024). A palaeoecological analysis of the Cretaceous (Aptian) insect fauna of the Crato Formation, Brazil. Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology , [s. l.], v. 641, ISSN 0031-0182, 2024.

Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031018224001238?via%3Dihub.

DOI: https://doi.org/10.1016/j.palaeo.2024.112134.

Fonte e legenda da imagem de capa: Exemplos de diferentes insetos do Crato em calcários amarelos-claros (A, B e C) e cinza-escuro (D, E e F). A: Larva de Nothomacromiidae ; B: Mesoblattinidae ; C: Gryllidae tegmina; D: Blattodea; E: Blattullidae e F: Orthoptera. Todas as barras de escala = 1 cm.

Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031018224001238?via%3Dihub.


Texto revisado por: Sandro Ferreira de Oliveira e Alexandre Liparini.

Titã da Patagônia: Patagotitan mayorum, o maior dinossauro do mundo

Escrito em: 24 de março de 2024

Por Lívia Maria Alves Ferreira

No mundo dos dinossauros titânicos, uma nova descoberta está revelando segredos sobre os titanossauros, um grupo de saurópodes gigantes que surgiram há cerca de 150 milhões de anos. Um estudo de 2017 chamado “A new giant titanosaur sheds light on body mass evolution among sauropod dinosaurs” trouxe uma revelação sobre esses gigantes pré-históricos. Os pesquisadores encontraram um novo titanossauro gigante na região da Patagônia, que viveu entre 113 e 83,6 milhões de anos atrás. Este titanossauro representa o maior aumento de massa corporal já registrado entre os dinossauros desse grupo.

Dentro do grupo dos titanossauros, já foi observada uma grande variação de tamanhos corporais, desde os maiores, pesando mais de 60 toneladas, até os menores, com cerca de 6 toneladas. Essas mudanças de tamanho ao longo do tempo nos ajudam a entender como esses dinossauros evoluíram e se adaptaram ao seu ambiente ao longo dos anos.

Os fósseis deste novo titanossauro foram encontrados na região argentina da Patagônia, na área da fazenda ‘La Flecha’ da família Mayo, e por isso, a espécie identificada recebeu o nome de ‘Patagotitan mayorum‘. Estudos estimam que esses animais poderiam pesar até 69 toneladas, o que os torna um dos maiores dinossauros já descobertos.

Além disso, outros grupos de titanossauros, como Dreadnoughtus e Alamosaurus, também aumentaram significativamente de tamanho ao longo do tempo, embora não tenham atingido as proporções gigantescas do Patagotitan. Por outro lado, algumas linhagens de dinossauros diminuíram de tamanho ao longo da evolução, incluindo os Rinconsauria e algumas linhagens dentro de Lithostrotia, possivelmente devido a eventos de nanismo.
Essas descobertas nos ajudam a entender melhor a diversidade e evolução dos titanossauros, revelando histórias sobre o passado distante da Terra e os gigantes que uma vez dominaram o nosso planeta.

Texto fonte: Carballido José L., Pol Diego, Otero Alejandro, Cerda Ignacio A., Salgado Leonardo, Garrido Alberto C., Ramezani Jahandar, Cúneo Néstor R. and Krause Javier M. (2017). A new giant titanosaur sheds light on body mass evolution among sauropod dinosaurs. Proc. R. Soc. B.2842017121920171219 http://doi.org/10.1098/rspb.2017.1219 volume: 284 número: 1860.

Disponível em: https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rspb.2017.1219.

Fonte e legenda da imagem de capa: Reconstrução de um Patagotitan comparado com um ser humano.

Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ea/Patagotitan_restoration_2019.png/640px-Patagotitan_restoration_2019.png acesso em 26/05/2025.

Texto revisado por: Lucélio Batista, Sandro Ferreira e Alexandre Liparini.

Descoberta de Fósseis Revela Novas Informações Sobre a Evolução das Aves

Escrito em: 4 de novembro de 2023

Por Ana Laura Mendes N. da Silva

Imagine um mundo pré-histórico onde aves antigas vagavam pela Terra. Agora, graças a descobertas recentes, estamos desvendando segredos fascinantes sobre a evolução dessas criaturas aladas. Vamos explorar o que os cientistas descobriram sobre os ossos do palato em aves ancestrais e como isso afeta nossa compreensão da história das aves.

As aves são classificadas em duas categorias principais: Neognathae e Palaeognathae. As aves Neognathae, grupo que comporta  a maioria das aves que temos hoje. Elas possuem o céu da boca (palato) mais flexível e crânio mais móvel. Já as aves Palaeognathae têm crânios mais rígidos, com alguns ossos fundidos em um só elemento. Neste grupo temos animais como o avestruz, a ema e o casuar.. Essa condição é considerada ancestral para as aves modernas, conhecidas como Neornithes.

Recentemente, os paleontologistas fizeram uma descoberta impressionante. Eles encontraram fósseis de uma ave dentada do final do período Cretáceo que possuía um pterigóide muito semelhante ao das aves aquáticas e terrestres existentes, um grupo chamado Galloanserae. Essa ave foi chamada de Janavis finalidens. Em termos gerais, Janavisem se assemelha à conhecida ave mesozoica chamada Ichthyornis, mas Janavis itálico  é muito maior e tem uma estrutura pós-craniana mais pneumática, o que significa que  seus ossos eram mais leves e aerados, semelhantes aos ossos pneumáticos das aves modernas.

Essa descoberta é significativa porque Janavis representa o primeiro membro bem preservado do grupo Ichthyornithes, além de Ichthyornis itálico , e confirma a existência desse grupo no final do período Cretáceo. Além disso, Janavis sugere que aves não coroadas do Mesozoico tinham um palato semelhante ao das aves coroadas atuais, conhecidas como Galloanserae.

Os cientistas há muito tempo usam a estrutura do palato para classificar aves vivas. Isso levou à identificação de dois grupos principais de aves coroadas: Palaeognathae, que significa “mandíbulas antigas,” e Neognathae, que significa “mandíbulas modernas.” Os paleognatos têm os ossos do palato fusionados e rígidos e possuem uma estrutura óssea (basipterigóides) alongada que dá suporte ao palatino fusionado. Por outro lado, os neognatos têm ossos separados e móveis  e em sua maioria não tem basipterigóides, que quando existem são bem pequenos. 

No entanto, a escassez de fósseis que contenham ossos delicados do palato das primeiras aves coroadas e dos avialans mesozoicos que estavam se aproximando das aves coroadas tornou difícil avaliar diretamente se o palato ancestral das aves coroadas era paleognático. É como tentar montar um quebra cabeça com muitas peças faltando. A descoberta do pterigóide tridimensionalmente preservado de Janavis, um parente de Ichthyornis, preenche uma das poucas lacunas em nossa compreensão, ajudando  a montar este quebra cabeça. Janavis se destaca por sua pneumaticidade mais acentuada (ossos mais aerados) nas vértebras torácicas e costelas, revelando grandes aberturas pneumáticas nas vértebras e tubérculos fenestrados.

Embora o material craniano de Janavis seja limitado, a descoberta desse fóssil nos ajuda a entender melhor a evolução das aves e como seus palatos desempenharam um papel crucial na classificação e na adaptação das espécies ao longo do tempo. Cada nova descoberta nos aproxima um pouco mais de desvendar os mistérios do passado e entender as criaturas que habitaram a Terra antes de nós.

Texto fonte:  Benito, J., Kuo, PC., Widrig, KE et al. (2022). A orniturina do Cretáceo sustenta um ancestral neognato da ave-coroa. Nature 612 , 100–105 .

Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41586-022-05445-y . Acessado em: 04/11/2023.

DOI: https://doi.org/10.1038/s41586-022-05445-y. 

Fonte e legenda da imagem de capa: Reconstrução do esqueleto de: J. finalidens (NHMM RD 271).

Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41586-022-05445-y . Acessado em: 04/11/2023.

Texto revisado por: Ana Damiane Mello e Alexandre Liparini.

Dentes Escondidos? A descoberta sobre os lábios do T-Rex

Escrito em: 07 de novembro de 2023

Por: Pedro Henrique Vicente Pereira Trindade

Desde o início da era do cinema, os dinossauros têm sido representados na tela, com o avanço das tecnologias e dos estudos paleontológicos, sua aparição tornou-se mais frequente, especialmente no século XX, com filmes como “The Lost World” e “Jurassic Park”. Estas produções destacavam o Tiranossauro rex, tornando-o o terópode mais reconhecido pelo público em geral, principalmente devido ao seu tamanho e seus grandes dentes visíveis.

Os terópodes compõem um grupo de dinossauros conhecido por ser carnívoro e bípede. Entretanto, estudos recentes realizados por paleontólogos fornecem evidências de que os dentes desses dinossauros não eram visíveis, como frequentemente retratado, mas sim cobertos por lábios.

Inicialmente, acreditava-se que esses dinossauros exibiam os dentes devido à sua semelhança evolutiva com os crocodilianos, os quais possuem dentes visíveis. No entanto, um dos pontos analisados nestes estudos é o padrão dentário dos terópodes. Apesar da distância evolutiva em relação aos lagartos varanídeos, seu padrão dentário é similar, e esses lagartos possuem escamas labiais que ocultam os dentes.

Outra evidência da presença de escamas labiais está relacionada à anatomia dos dentes, parte do dente é coberta por gengiva, enquanto outra parte é revestida por uma fina camada de esmalte, que requer hidratação constante para evitar desgaste. Ao comparar a espessura do esmalte entre os dentes do maxilar superior e inferior, verificou-se que era idêntica. Isso seria possível somente com a presença de lábios, os quais evitariam o desgaste por desidratação nos dentes do maxilar superior.

Adicionalmente, os ossos da mandíbula dos terópodes, com poucas aberturas próximas, assemelham-se à mandíbula de lagartos e crocodilianos extintos, sugerindo uma evolução independente dos crocodilianos atuais em sua própria linhagem.

Comparando o tamanho dos dentes em relação ao tamanho dos esqueletos dos terópodes com o dos Dragões de Komodo, que possuem lábios, constatou-se que os dentes dos Dragões de Komodo são proporcionalmente maiores. Análises da mecânica de fechamento da mandíbula dos terópodes indicam que, caso esses animais não possuíssem lábios e tentassem fechar a boca, poderia ocorrer quebra de ossos ou da articulação da mandíbula. Por outro lado, se mantivessem a boca aberta sem lábios, provavelmente sofreriam desidratação.

Após estes estudos e testes, os resultados sustentam a ideia de recriar esses animais com escamas labiais. Essa descoberta é de extrema importância não só para mudar a imagem tradicional desses animais, mas também para destacar a relevância das escamas labiais na resistência dos dentes, na alimentação próxima ao osso e no desmembramento de carcaças, assim como na biomecânica desses dinossauros.

Texto fonte: .Thomas M. Cullen, Derek W. Larson, Mark P. Witton, Diane Scott, Tea Maho, Kirstin S. Brink, David C. Evans e Robert Reisz. (2023). Theropod dinosaur facial reconstruction and the importance of soft tissues in paleobiology. Revista Science, Vol 379, Issue 6639 pp. 1348-1352 Acesso em: 8 nov. 2023b.


Disponível em: //file:///C:/Users/Win10/Downloads/Cullen-et-al_2023_Science.pdf. 

legenda da imagem de capa: Comparação da evolução dos modelos de crânio e mandíbulas de T.rex.

Fonte da imagem de capa: https://www.science.org/doi/10.1126/science.abo7877.

Texto revisado por: Leticia Lopes a e Alexandre Liparini.

Nós estamos causando uma possível sexta extinção em massa?

Escrito em: 03/11/2023

Por: Mateus Chaves da Costa

Uma extinção em massa pode ser configurada quando a Terra perde mais de 75% de suas espécies em um  determinado tempo geológico. Na história do nosso planeta, são conhecidas cinco grandes extinções em massa, sendo elas nos períodos Ordoviciano (~ 440 Ma), Devoniano (~359 Ma), Permiano (251 Ma), Triássico (~200 Ma) e Cretáceo (~66 Ma).  Essas foram causadas por diversos fatores, como o arrefecimento global, a elevação e o desgaste dos Montes Apalaches ( que alteraram a química atmosférica e oceânica do planeta), desastres naturais como o vulcanismo siberiano, o impacto de asteroides,  além de diversas outras causas que alteraram os habitats de alguma forma, os tornando incompatíveis com a vida de diferentes espécies. 

Em nossa atual era geológica, cientistas têm observado um aumento expressivo no desaparecimento de espécies, devido a atividades antrópicas . Segundo o artigo “Has the Earth’s sixth mass extinction already arrived?” publicado na revista Nature, os humanos têm acelerado o processo de uma possível sexta extinção em massa, através de cooptação de recursos, destruição e fragmentação de habitats, introdução de espécies não-nativas, alterações drásticas no clima global devido ao aumento de CO₂ atmosférico e a perda gradual da camada de ozônio. Seguindo o ritmo atual, sem mudanças governamentais e ambientais, em apenas alguns séculos, a Terra atingiria um extremo, causando  a perda  de uma grande diversidade de espécies, não havendo tempo para uma recuperação da biodiversidade no planeta.

Para verificarmos como está o ritmo de desaparecimento percentual de espécies hoje em dia, esse estudo trouxe uma comparação combinada da taxa de extinção dos últimos séculos, que é o número de espécies extintas dividido pelo tempo que ocorreram as extinções e da magnitude, que configura a porcentagem de espécies que foram extintas, entre a época geológica atual (Holoceno)l e as cinco grandes extinções, já mencionadas acima. Assim, uma primeira pergunta crítica é se as taxas atuais produziriam extinções em massa com a mesma magnitude das Cinco Grandes Extinções, no decorrer de uma mesma quantidade de tempo geológico. 

 Dessa forma, o artigo evidencia que as atuais taxas de extinção de mamíferos, anfíbios, aves e répteis se calculadas ao longo dos últimos 500 anos, são mais altasdo que ou tão altas quanto s taxas que teriam produzido cada uma das cinco grandes extinções.

Além disso, poderia ser feita uma segunda pergunta, baseando-se nesse cenário hipotético, mais quantos anos  seriam necessários para que as atuais taxas de extinção produzissem perdas de espécies equivalentes às magnitudes das antigas cinco grandes extinções? A resposta é que se todas as espécies “ameaçadas” fossem extintas num século, e essa taxa continuasse inabalável, a extinção terrestre de anfíbios, aves e mamíferos alcançaria as magnitudes observadas nas cinco grandes extinções, em apenas mais 240 a 540 anos. Mostrando novamente que as atuais taxas de extinção são superiores às que causaram as maiores extinções em massa, para as quais temos registro fóssil, no tempo geológico, e que poderão ser suficientemente graves para levar, no período de meros 3 a 5 séculos, as magnitudes de extinção a um nível equivalente ao dos cinco grandes eventos de extinção já ocorridos na Terra.

É importante dizer que, apesar da gravidade dos dados apresentados, a nossa época geológica atual ainda não pode ser qualificada como um começo de extinção em massa no sentido paleontológico das outras cinco grandes extinções. Na verdade, ainda possuímos uma grande biodiversidade para proteger e evitar um acúmulo de espécies ameaçadas. Entretanto, esse estudo serve de alerta para a grande necessidade de maiores ações de conservação, para preservação de nossa tão rica e bela biodiversidade. 

Texto fonte: .BARNOSKY, A. D. et al. (2011). Has the Earth’s Sixth Mass Extinction Already arrived? Nature, v. 471, n. 7336, p. 51–57, mar, 2011.

Disponível em: https://www.nature.com/articles/nature09678.

Doi: https://doi.org/10.1038/nature09678.

Fonte e legenda da imagem de capa: A ilustração mostra uma versão do globo terrestre cercado de poluição, mostrando as consequências de distúrbios antrópicos e sensibilizando o público quanto a esse problema ambiental.

Disponível em: https://imgur.com/a/R7Im2dd.

Texto revisado por: Marina Purri, Sandro Ferreira de Oliveira e Alexandre Liparini.

O Encanto dos Fósseis: Explorando a Conexão entre Arte, Paleontologia e Direito

Escrito em: 08 de novembro de 2024

Por: Thais Stany de Oliveira Linhares

Como uma velha árvore registra em seu tronco a memória de seu crescimento e de sua vida, assim também a Terra guarda a memória do seu passado.” Este é um trecho da Carta de Digne, elaborada no 1º Simpósio Internacional sobre a Proteção do Patrimônio Geológico, realizado entre os dias 11 e 13 de junho de 1991, na França. A citação ressalta que, antes da história humana, há uma vasta história natural da Terra a ser revelada e protegida. Seguindo essa linha de raciocínio, os registros fósseis representam um ponto de vista a partir do qual podemos enxergar o passado da Terra e, assim, o nosso próprio passado.

Ao longo do tempo, o significado de fóssil foi alterado diversas vezes. Entre os vários sentidos atribuídos a esse termo, temos hoje algumas definições básicas: (I) patrimônio histórico, sendo, portanto, equiparados a obras de arte construídas pelo ser humano; (II) objeto de estudo da paleontologia, servindo como instrumento para compreender a história e a evolução da vida na Terra; (III) bem ou riqueza geológica; e (IV) resíduo mineral sob um aspecto econômico (Abaide, 2009, p. 38-39). Assim, sua origem natural como bem de interesse da paleontologia não afasta os fósseis de seu valor cultural e histórico.

Unem-se, então, elementos fundamentais para a aproximação entre fósseis e arte: os museus. Sem esses espaços físicos — que, há milênios, se dedicam à preservação cultural — seria difícil reunir tanta riqueza de estudos na área da paleontologia. Seu surgimento e desenvolvimento ocorreram ao longo do tempo de forma singular. Em 1565, temos a primeira ilustração de uma coleção de objetos fósseis expostos em museus: a Arca de Johann Kentmann. Concluímos, até aqui, que arte e paleontologia compartilham uma origem comum na exposição e caracterização de objetos em museus, assim como ocorre com a história, a literatura e outras ciências.

Entrando no campo específico da arte — vista como mercadoria nas sociedades capitalistas —, ela carrega a ideia central de ser um produto originado a partir de agentes criadores que utilizam matérias ou ideias. A arte é protegida por direitos autorais, conforme previsto na Lei nº 9.610, de 1998. Com base nessa definição, percebemos que fósseis, a princípio, não seriam considerados objetos de arte, pois em sua formação não há, necessariamente, a participação humana ativa.

No entanto, fósseis podem se transformar em arte à medida que se tornam objetos de ação artística — seja por meio da formação de coleções, seja pela paleoarte (que reconstrói seres vivos do passado com base na interpretação dos fósseis), ou ainda por sua influência no cinema, como é o caso da famosa trilogia Jurassic Park, dirigida por Steven Spielberg.

Por fim, percebemos que a paleontologia alimenta a arte — nos museus e nos ambientes cinematográficos —, e que a arte também inspira a paleontologia, como no exemplo do fóssil Australopithecus mais famoso da história, Lucy, com cerca de três milhões de anos, que recebeu esse nome em homenagem à música dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”. Observa-se, assim, uma fronteira que se funde entre arte e paleontologia ao longo da história da Terra. Ambas são consideradas expressões culturais e seguem protegidas pela Constituição Federal de 1988.

Dessa forma, ainda que fósseis possam dialogar com a arte em diversos contextos culturais e científicos, é fundamental compreender que, no Brasil, esses vestígios do passado são bens públicos, protegidos legalmente como patrimônio da União. Sua importância ultrapassa o campo estético ou comercial, ocupando um lugar central na preservação da memória natural e histórica da Terra.

Texto fonte: Vasconcelos, F. T. (2022). Os fósseis como obras de arte: transversalidade entre direito, paleontologia e arte. Aya Editora. O Direito nas intersecções entre o fático e o normativo. Volume II. p 270-277. DOI: 10.47573/aya.5379.2.60.19.

Disponível em: Disponível em: https://ayaeditora.com.br/wp-content/uploads/2022/02/L119.pdf. Acesso em: 11/05/2025.

Fonte e legenda da imagem de capa: Close do crânio do Malawisaurus em exibição no Royal Ontario Museu.

Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:August_1,_2012_-_Close-up_of_Malawisaurus_Skull_on_Display_at_the_Royal_Ontario_Museum.jpg#/media/File:August_1,_2012_-_Close-up_of_Malawisaurus_Skull_on_Display_at_the_Royal_Ontario_Museum.jpg. Acesso em: 11/05/2025.

Texto revisado por: Giulia Alves e Alexandre Liparini.

Kit Didático busca ensinar paleontologia para crianças de forma criativa

Escrito em: 03 de novembro de 2023

Escrito por: Gustavo Siqueira

Quando a paleontologia é citada, a imagem que vem à mente da maioria das pessoas é apenas a de um fóssil de algum dinossauro famoso como o Tiranossauro Rex. E para muitos essa área da ciência se resume apenas a isso: o estudo de fósseis de grandes dinossauros. E isso, na verdade, é um grande mito. A paleontologia é uma área muito abrangente e está relacionada a temas como surgimento da vida na terra, evolução, combustíveis (um dos maiores mercados econômicos que existem atualmente), tecnologia, meio ambiente e outros.  

Deste modo, é fácil notar o quão importante pode ser o ensino dessa área, e, buscando desmistificar esses conceitos erroneamente atribuídos a paleontologia, pesquisadoras da Universidade Estadual Paulista (UNESP) criaram um Kit Didático voltado para crianças do 6º ao 9º ano do ensino fundamental que apresenta réplicas de fósseis junto a cartilhas informativas que instiga os alunos (dentre outras atividades) a tentar, de forma investigativa ,descobrir como era o habitat e modo de vida daqueles animais extintos representados pelas réplicas. 

A proposta de colocar os alunos como cientistas mirins e investigadores se diferencia da forma padrão de ensino, em que a criança atua apenas como observadora passiva do conteúdo dado pelo professor, e instiga as crianças a fazerem suas próprias descobertas. 

O trabalho foi feito pelas pesquisadoras Stella Bárbara e Lílian Paglarelli e os fósseis escolhidos foram os da Formação Pirabas, que incluem principalmente fósseis de exoesqueletos. Com isso, os alunos podem ter contato com réplicas de fósseis de diversos animais, incluindo fósseis de bivalves, gastrópodes, corais e equinoides e outros. O trabalho buscou também chamar a atenção dos fósseis locais do Rio de Janeiro, de modo a buscar disseminar e popularizar o conhecimento da fauna extinta local.

Quando pensamos no ensino de ciência, é fácil lembrar do comum: sentar-se em uma cadeira, ouvir e, de certa forma, “acreditar” no que é dito. Entretanto, o espírito da ciência não mora no aprendizado, mas na descoberta! Este trabalho revive este sentimento e muito possivelmente terá um impacto maior que qualquer livro teria. Afinal, a ciência não é apenas um corpo de conhecimento, mas uma forma fascinante de se pensar.

Texto fonte: Stella Bárbara Seródio Prestes;Lílian Paglarelli Bergqvist; (2014). Kit paleontológico: um material didático com abordagem investigativa,Ciência & Educação. (Bauru),Volume 20 nº 2, Páginas 345 – 357.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/HNnWrrYRYkgdCt3yn6Jdmtv/?lang=pt.

Doi: 10.1590/1516-7313201400020000.

Fonte e legenda da imagem de capa: Réplicas dos fósseis utilizados para ensinar os alunos no Kit Didático.

Disponível em: https://caracteristicas.pt/periodo-quaternario/.

Texto revisado por: Pedro Marzano, Sandro Ferreira e Alexandre Liparini.

Renascimento das aves: um olhar sob a extinção do Quaternário

Escrito em: 04 de novembro de 2023

Por: Lívia Fernanda Dias Santana

É de amplo conhecimento nos dias de hoje que espécies exclusivas de ilhas oceânicas tendem a sofrer maiores consequências à extinção do que as presentes nos continentes. Isso ocorre principalmente devido ao tamanho populacional das espécies, às baixas taxas de reprodução e inserção de ameaças não endêmicas, como os seres humanos, por exemplo. 

Durante o Quaternário, período que segundo a escala de tempo geológico se iniciou há 2,6 milhões de anos, houve um modelo de extinção rápida e totalmente derivada das ações humanas conhecido como “overkill”. Registros fósseis do final desse período sugerem que milhares de espécies de aves foram perdidas nas ilhas tropicais do Pacífico. Para entender as extinções ocorridas, diversos estudos foram realizados em sítios paleontológicos e arqueológicos de 70 ilhas, onde os pesquisadores utilizaram a técnica de datação por carbono 14, a qual permite determinar a idade dos sedimentos e dos fósseis de interesse.

Durante os estudos entre as ilhas do Pacífico, foi possível observar diferenças entre a velocidade e a extensão do evento de overkill. Isso pode ser explicado por múltiplos fatores. Dentre eles, destacam-se fatores não biológicos chamados de A: abióticos; fatores biológicos chamados de B: bióticos; e fatores relacionados à presença humana chamados C: culturais. Os fatores ABC podem interagir entre si de forma a retardar ou acelerar a extinção, e baseado nisso, foi proposto um modelo de estudo para avaliar o registro fóssil de aves extintas em diferentes ilhas do Pacífico durante o período Quaternário.

Além do overkill ter sido responsável pelo desaparecimento de diversas espécies de aves, o modelo ainda é discutido em relação à extinção dos mamíferos nos continentes, onde a prática de caça excessiva influenciou ativamente na abolição das espécies observadas. Com base nesse contexto, é visível a necessidade do desenvolvimento de estratégias de conservação, para evitar novos eventos de extinção e também fortalecer algumas linhagens que não desapareceram por completo, a fim de promover o equilíbrio do ecossistema do planeta.

Texto fonte: David W. Steadman, Paul S. Martin (2003). The late Quaternary extinction and future resurrection of birds on Pacific islands. Earth-Science Reviews, v. 61, n. 1–2, p. 133-147.

Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012825202001162.

Fonte e legenda da imagem de capa:  Interferência da caça humana no período do Quaternário.

Disponível em: https://caracteristicas.pt/periodo-quaternario/.

Texto revisado por: Tiago Lopes Siqueira, Sandro Ferreira de Oliveira e Alexandre Liparini.

Desafios e Inovações na Educação Paleontológica: Superando Obstáculos e Estimulando o Interesse desde a Infância

Escrito em:  06 de Novembro de 2023

Por Larissa Barbosa Tonan

O artigo “A paleontologia na educação infantil: alfabetizando e construindo o conhecimento” aborda as principais dificuldades enfrentadas no ensino infantil, apontando os déficits nos materiais didáticos e na formação de professores. Um fato recorrente é a abordagem da paleontologia estar centrada em dinossauros, sem abranger adequadamente a complexidade dessa ciência. A falta de museus e exposições em muitas cidades agrava o distanciamento das crianças do tema.

O ciclo de desinteresse é destacado pela deficiência no ensino, o que resulta na falta de estímulo para o desenvolvimento de materiais complementares. O cenário exposto não é exclusivo da Paleontologia, ele reflete desafios encontrados em outras áreas científicas. O artigo evidencia a necessidade de superar o falso conceito de complexidade, promovendo abordagens mais acessíveis e envolventes para despertar o interesse pela Paleontologia na base educacional.

O projeto inovador surge com o objetivo de suprir as falhas evidenciadas na educação paleontológica, concentrando esforços em crianças e professores por meio da integração da Paleontologia nas fases iniciais da Educação Infantil. Além disso, busca popularizar o conhecimento, atribuindo às crianças o papel de disseminadoras do aprendizado em sala de aula, bem como incorporar a Paleontologia no processo de alfabetização. Também oferece formação continuada aos professores e presta assessoria direta para a criação e execução de atividades, sempre esclarecendo quaisquer dúvidas que surgem sobre o tema.

O projeto foi realizado em 2002, no estado de São Paulo, com o intuito de suprir a carência de conhecimento na área de educação paleontológica, focando em crianças de 4 a 6 anos e professores do ensino infantil. Por meio de materiais inovadores, destaca a importância do ensino científico diversificado, propondo iniciativas paleontológicas dinâmicas e variadas, que têm como objetivo estimular não só os alunos, mas também os professores. Desse modo, é possível inserir uma educação investigativa, incentivando os alunos a se desafiarem e buscarem respostas para suas próprias perguntas, além de introduzir novas formas de ensino e novos objetos. Assim, promovem-se os primeiros contatos visuais — muito importantes nessa idade —, com a proposta de facilitar a aprendizagem dos alunos e tornar as atividades mais envolventes, desenvolvendo a percepção do espaço, do tempo e do comportamento planetário.

Texto fonte:  MELLO, F.T., MELLO, L.H.C., TORELLO, M.B.F. (2005). A Paleontologia na Educação Infantil: alfabetizando e construindo o conhecimento. Ciência e Educação, 11(3):395-410.

Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1516-73132005000300005.

Legenda da imagem de capa: Os desafio enfrentados na educação básica quando o assunto é Paleontologia. O texto aborda os desafios enfrentados e possíveis alternativas para um aprendizado dinâmico e bem aproveitado.

Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1516-73132005000300005.


Texto revisado por: Gabriel Félix Diório e Alexandre Liparini.

Como a paleontologia é abordada nos livros didáticos de biologia

Escrito em: 08 de novembro de 2023

Por: Igor Calebe

Como a paleontologia é abordada nos anos regulares do ensino escolar? Em que nível estão os livros utilizados como material pelos professores em sala de aula? Estas são questões abordadas pelos autores do trabalho: “Análise da abordagem do tema paleontologia nos livros didáticos de biologia” com o intuito de apontar as falhas no conhecimento em paleontologia nos anos regulares de ensino escolar, sendo eles ensino fundamental e ensino médio. 

Em uma análise realizada com cinco livros didáticos de biologia utilizados recorrentemente pelos colégios de ensino público e privado, foi possível observar o despreparo e desconhecimento aplicado nesses materiais, podendo também obter a relação percentual da presença de tais assuntos no conteúdo do livro. Este tipo de pesquisa é necessário para renovação dos materiais usados por anos seguintes no ensino, visto que os livros são dos anos de 2004 e 2005. Além do problema de desatualização dos materiais utilizados, foi visto também a falta de profundidade em determinados momentos, com isso concretizou-se a cultura de não haver a necessidade de apresentar com clareza necessária as informações científicas sobre o assunto já apontado.

Livro 1: Corresponde a 0,99% de todo o conteúdo do material, sendo apresentado em definições de paleontologia, fósseis, extinções e tempo geológico. Boa compreensão dos temas paleontológicos.

Livro 2: Corresponde a 0,13% de todo o conteúdo do livro. Neste, os conceitos básicos não são mencionados impossibilitando o aprofundamento em outras áreas de estudos que abrangem tais conceitos. Dificulta a aprendizagem.

Livro 3: Corresponde a 1,81% de todo o conteúdo. Como é possível observar no percentual, a abordagem é maior e consequentemente mais ampla, sendo uma boa referência. Boa compreensão dos temas paleontológicos.

Livro 4: Corresponde a 0,51% de todo o conteúdo do livro. Os conceitos básicos não foram bem apresentados no corpo do texto principal, mas há apoio nos textos complementares. Dificulta a aprendizagem.

Livro 5: Corresponde a 1,63% do conteúdo geral. Abrangendo temas mais amplos e gerais, também cita em outras conexões a relação entre paleontologia e biologia, além de fornecer textos complementares. Boa compreensão dos temas paleontológicos.

Os conceitos apontados como importantes para uma boa compreensão dos temas paleontológicos são: conceito de fósseis, processos de fossilização, importância dos fósseis, datação dos fósseis e tempo geológico. 

Conceito de fósseis: evidência de vida no passado geológico e pode ser representado não apenas por ossos, dentes ou conchas mortas há muito tempo, mas também por marcas de pés, como pegadas de dinossauros, ou trilhas de vermes deixados no fundo lodoso de mares antigos; pode ser impressão ocasional de animais de corpo mole, como medusas no lodo que mais tarde endurece em rochas. […] (Paulino, 2005 c, p. 156).

Processos de Fossilização: o processo de fossilização é definido como a passagem da matéria orgânica para um registro fóssil, este pode demorar milhares de anos e depende de diversos fatores.

Importância dos fósseis: os fósseis são extremamente relevantes para a compreensão da evolução, evidências de fenômenos e para entender processos naturais do passado, como extinções em massa.

Datação dos fósseis: existem diversas técnicas para que seja feita a datação das rochas, entre elas destaca-se a correlação estratigráfica.

Tempo geológico: o tempo geológico é uma escala que corresponde ao tempo de vida da terra, similar a uma linha do tempo, divide-se em períodos e mostra a evolução de fatores bióticos e abióticos ao longo do tempo.

Com isso, percebe-se uma lacuna quando se trata do tema paleontologia nos livros didáticos de biologia. É necessário que os autores se atentem à importância de conceitos básicos sobre paleontologia, algo que se relaciona com outros temas relevantes da disciplina. É de suma importância abordar os estudos de fósseis e outros conceitos em uma matéria que fala da vida, com isso o tema torna-se quase que obrigatório para o entendimento de uma visão ampla da importância da vida e sua evolução na terra.

Texto fonte: De Araújo Júnior, Hermínio Ismael; De Oliveira Porpino, Kleberson. (2010). Análise da abordagem do tema paleontologia nos livros didáticos de biologia. Anuário do Instituto de Geociências, v. 33, n. 1, p. 63-72.

Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/257779911_Analise_da_abordagem_do_tema_Paleontologia_nos_livros_didaticos_de_Biologia.

Fonte e legenda da imagem de capa: Escala geológica em espiral.

Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Geological_time_spiral.png/640px-Geological_time_spiral.png.


Texto revisado por: Sandro Ferreira de Oliveira e Alexandre Liparini.