Escrito em: 05 de maio de 2026
Por: Leticia Rodrigues.
Antigamente se faziam moldes de silicone, que colocava em risco peças milenares, agora na nova era da Paleontologia Mundial isso é coisa do passado. A nova revolução é usar o processo de impressão 3D. Com essa tecnologia é possível fazer impressos tridimensionais em diversos materiais, como polímeros e até cerâmicas. Para a paleontologia, a impressão em 3D vai além do que só conservar as peças, ela também pode ser usada para simular como era o organismo em vida e até como uma ferramenta para divulgação científica.
O chamado “Ciclo digital”, que tem sido implementado com sucesso, parece parte de um filme. Para fazer a impressão 3D, primeiro os fósseis são escaneados e digitalizados usando escâneres a laser de alta precisão ou até mesmo tomografia computadorizada. Depois essas imagens são tratadas em programas de computador e no final são enviadas para impressoras 3D para serem impressas. Além disso, é uma técnica que não exige manejo nas peças originais, mantendo elas mais preservadas.
Um exemplo da utilidade dessa técnica é o caso Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado nas Américas, que no incêndio do museu achou ter se perdido, porém ele já havia sido escaneado e foi possível reconstruir ele. Mas além dos museus, essa tecnologia pode ser usada em outras coisas, com a digitalização é possível simular o organismo ainda em vida. Além de conectar todo o mundo e facilitar muito a dinâmica de compartilhar partes dos fósseis.
Texto fonte: Ramos, M. G. O.; Rodrigues, J. K. G.; Santos, J. S.; Branco, R. R. C.; Martins, K. Y. N. (2025). A importância das tecnologias 3D para uso em museus de paleontologia. Revista Tarairiú, v. 1, n. 25, p. 1-9. DOI: 10.18391/revelap.v1i25.4155.
Disponível em: https://revista.uepb.edu.br/REVELAP/article/view/4155. Acesso em: 1 maio. 2026.
Fonte e legenda da imagem de capa: A imagem ilustra uma réplica do crânio de Luzia, fóssil mais antigo das Américas, utilizando as tecnologias 3D.
Disponível em:https://revista.uepb.edu.br/REVELAP/article/view/4155. Acesso em: 1 maio. 2026.
Texto revisado por: Ruan Honorato Marzano Cintra, Alexandre Liparini e Sandro Ferreira de Oliveira.