Uma nova velha formiga. Primeira Formicinae do Cretáceo encontrada em âmbar

21 de março de 2020

Por: Túlio Cotta Cardoso Gomes

Os pesquisadores, David Grimaldi e Donat Agosti, que trabalham na divisão de invertebrados do Museu Americano de História Natural, em Nova York descreveram uma nova espécie de formiga fóssil, da subfamília Formicinae. A peça de âmbar, em que a formiga foi fossilizada, foi coletada em Sayreville, Condado de Middlesex em Nova Jersey, em um afloramento de Lignito e Argila. A peça possuía uma tonalidade amarelo claro e, também apresentava pedaços de madeira, o que levou os pesquisadores a sugerirem que esta formiga foi fossilizada em um tronco de uma árvore.

Este é o primeiro achado de um espécime da Subfamília Formicinae no Cretáceo e a terceira espécie de Formicidae a ser encontrada neste mesmo período. A descoberta dessa formiga operária, indica que “As formicinaes proliferaram muito antes do Eoceno e permaneceram em grande parte desconhecidas no registro fóssil do Paleoceno e Cretáceo ou inexplicavelmente permaneceram componentes menores da fauna de insetos nos primeiros 40 – 50 milhões de anos de sua existência” como explicam os pesquisadores David Grimaldi e Donat Agosti.

Essa nova espécie encontrada foi descrita como Kyromyrma neffi. O gênero vem da palavra “kyero” que significa esclarecer, dando a ideia de que essa formiga ajuda a esclarecer a evolução dos Formicidaes. Enquanto o nome da espécie é uma homenagem a um parente do coletor da amostra, o Sr. Todd Neff, como contam os pesquisadores.

Para mais informações sobre esse novo espécime encontrado, leiam o artigo completo: A formicine in New Jersey Cretaceous amber (Hymenoptera: Formicidae) and early evolution of the ants de David Grimaldi e Donat Agosti, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences de dezembro de 2000.

Artigo fonte: Grimaldi, D.; Agosti, D. (2000). A formicine in New Jersey Cretaceous amber (Hymenoptera: Formicidae) and early evolution of the ants. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 97, n. (2), p. 13678-13683. Doi: 10.1073/pnas.240452097 <Clique aqui para acessar o artigo fonte>

Fonte da imagem: Figura 1 do artigo fonte.

Publicado por Alexandre Liparini

Mineiro, gaúcho, sergipano, e por que não, alemão? No caminho sempre a paleontologia como paixão e agora como profissão. Adora dar aulas e pesquisar sobre origens e evolução. Se esse for o tema, podem perguntar, por que não?

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