Escrito em: 04 de abril de 2024
Por: Leandro Rodrigues Santos
Os pterossauros fazem parte de um grupo seleto, dentre os maiores animais com capacidade de voo, chegando a 3 metros de altura e uma impressionante envergadura de até 10 metros. Para desvendar os segredos desses gigantes alados, um importante estudo brasileiro foi feito por pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro, com objetivo de estudar fósseis de pterossauros encontrados na Antártica, nas ilhas James Ross e Vega. Dessa iniciativa surgiu o projeto Paleoantar, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro, (Proantar).
Ao longo de 15 anos, cinco expedições na península antártica foram realizadas, e o projeto cumpriu seu objetivo, encontrar fósseis de pterossauros, revelando novos detalhes sobre essas criaturas aladas gigantes. A presença desses fósseis sugere que os pterossauros habitaram a Península Antártica durante o Cretáceo Superior (do Santoniano ao Maastrictiano), entre 85 milhões e 66 milhões de anos atrás.
Além disso, a análise dos espécimes fornece informações sobre o desenvolvimento biológico dos pterossauros e seus ambientes de vida. No contexto geológico, os fósseis foram encontrados em formações geológicas de dois tipos, tanto basaltos (rochas vulcânicas), como arenitos de diferentes granulações, ambos encontrados na Península Antártica.
Foram descritos dois espécimes de pterossauros no estudo, o primeiro foi encontrado a partir da extremidade distal de uma falange, o osso que se localiza na pontinha do dedo, sugerindo um pterossauro com uma envergadura estimada entre 3 e 4 metros. O segundo foi identificado por um metacarpo, osso localizado entre os pequenos ossos do punho e as falanges dos dedos da asa.
Diante disso, prova-se a importância para a academia explorar e estudar a Antártica, sendo fundamental para ampliar o conhecimento da paleontologia sobre fósseis que viveram lá e compreender a evolução desses seres. Além disso, esses estudos são essenciais para entender como os ecossistemas da Antártica e de continentes vizinhos se desenvolveram ao longo do tempo.
Texto fonte: Kellner, AWA et al. (2019). Pterodactyloid pterosaur bones from Cretaceous deposits of the Antarctic Peninsula. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 91, p. e20191300.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/0001-3765201920191300.
Legenda da imagem de capa: Imagem de como seria a representação de um pterossauro.
Imagem Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dinosaurios_Park,_Pterosauria.JPG.
Texto revisado por: Gabriel Félix Diório e Alexandre Liparini.