Escrito em: 25 de outubro de 2025
Por: Jullia Nascimento dos Santos
Você já imaginou como era a vida há milhões de anos atrás? Quem nunca teve a curiosidade de saber como os dinossauros seriam de pertinho ou qual era o tamanho dos outros animais? Se eles e as plantas se pareciam com o que vemos hoje…
Assim como muitos de vocês, os cientistas também possuem essas dúvidas e tentam respondê-las por meio dos fósseis (que são restos ou vestígios de seres que viveram há muitos anos atrás). Porém há um grande problema: os fósseis são delicados e devem ser manuseados apenas por especialistas com equipamentos específicos. Então como estudá-los e mostrar para a população sem correr o risco de quebrar? É aí que a tecnologia 3D entra na história! Veja como o avanço da tecnologia nos possibilita ter contato com coisas interessantes, educativas e acessíveis.
Para analisar vestígios sem o risco de destruí-los, os cientistas:
1°- Criam uma cópia da peça usando o escaneamento 3D ou a Tomografia Computadorizada (tipo um raio-X muito detalhado).
2°- Fabricam uma réplica a partir da cópia digital, usando a Manufatura Aditiva (MA), que é a impressão 3D.
Você se lembra do incêndio no Museu Nacional da UFRJ que ocorreu em 2019?
Lá estava o fóssil da Luzia, o fóssil humano mais antigo que temos na América. Por sorte, os estudantes da UFRJ já haviam escaneado a peça, e após o incêndio conseguiram fabricar uma réplica até ele ser reconstituído. A tecnologia 3D foi fundamental na reconstrução do nosso patrimônio, que infelizmente não recebe o devido valor.
Dessa forma, os fósseis estão ganhando vida nos museus! O 3D nos permite mostrar por exemplo como era a anatomia dos dinossauros, como eles se moviam e respiravam e até como eram suas estruturas internas. Além disso, facilita o trabalho dos cientistas e ajuda a sanar as dúvidas dos estudantes e curiosos do mundo todo!
E aí? Você achou interessante esse novo método?
Responda ao nosso teste e descubra que tipo de paleontólogo você é, se é do tipo conservador, que gosta dos métodos tradicionais de trabalho, ou se é um paleontólogo mais ligado às mudanças tecnológicas e gosta de inovar os métodos. Escolha entre A ou B e ao final some quantos pontos A e B você marcou:
1. Ao lidar com um fóssil original e extremamente raro, qual seria sua prioridade?
(A) Garantir a máxima segurança e preservação do fóssil, para evitar qualquer risco de dano por manuseio.
(B) Ter a oportunidade de manusear o original, pois é a documentação mais precisa.
2. Como você escolheria compartilhar suas descobertas?
(A) Compartilharia o arquivo digital 3D do fóssil, para que todos acessem os dados e imprimam réplicas.
(B) Faria um molde de silicone do fóssil, tiraria fotos, seguindo o processo tradicional.
3. O que você acha mais interessante?
(A) A reconstituição digital para simular um organismo em vida, observando sua postura, por exemplo.
(B) Estudar por meio de livros, fotos, ou ver as peças de longe no museu.
4. Se você precisasse recuperar um fóssil, o que você faria?
(A) Faria uma impressão 3D.
(B) Faria uma reconstituição manual.
Resultado:
Se você marcou 3 ou 4 opções A:
Você é um(a) pesquisador(a) digital e você ama tudo que é novo!
Se você marcou 2 opções A:
Você é um(a) pesquisador(a) híbrido(a). Você reconhece o valor do clássico, mas abraça as novas tecnologias!
Se você marcou 3 ou 4 opções B:
Você é um(a) pesquisador(a) clássico(a) que ama o método tradicional.
O uso dessas novas tecnologias está revolucionando diversas áreas do conhecimento científico, destacando-se aqui a paleontologia e a museologia. A utilização das tecnologias tridimensionais na paleontologia, pode proporcionar uma nova concepção sobre o processo de fabricação do acervo, em comparação com os antigos fabricados em resina, além de agilizar o processo, a tecnologia 3D promove um acesso maior a pessoas de outras localidades quando os modelos são expostos na internet, aumenta a possibilidade de realização de atividades educativas, pois facilita o manuseio por parte do público sem expor o acervo fóssil original aos riscos de danos, e pode ser utilizada para replicar os fósseis em outros locais que não sejam necessariamente um espaço museal.
Texto fonte: Ramos, M. G. O., Rodrigues, J. K. G., Santos, J. S., & Martins, K. Y. N. (2024). IMPORTÂNCIA DAS TECNOLOGIAS 3D PARA USO EM MUSEUS DE PALEONTOLOGIA. REVISTA TARAIRIÚ, 1(24), 134-150. DOI: [10.18391/revelap.v1i25.4155].
Disponível em: https://revista.uepb.edu.br/REVELAP/article/view/4155.
Fonte e legenda da imagem de capa: Fonte e legenda da imagem de capa: A imagem está dividida em 4 partes na horizontal, simulando camadas diferentes até debaixo da terra, com a frase: Cientistas estão usando tecnologia 3D para trazer fósseis de volta à vida. A primeira mostra o céu azul com nuvens, a segunda mostra um paleontólogo escavando a terra com pedras em volta dele. A terceira mostra um solo mais profundo, mostrando um fóssil de planta, osso, e uma pedra preciosa. Por fim, a última parte da imagem mostra a terra mais profunda ainda com um fóssil de dinossauro e um de planta.
Disponível em: Canva.
Texto revisado por: Sandro Ferreira de Oliveira e Alexandre Liparini.