Bulldog pré-histórico é encontrado pela primeira vez na Argentina

16 de setembro de 2020

Por: Luiz Alves

Pela primeira vez foi encontrado na Argentina um peixe fóssil, também conhecido conhecido como bulldog. O achado tem grande importância, pois permite que pesquisadores compreendam mais sobre a dispersão e modo de vida desses animais pré-históricos. O vestígio desse peixe apresentou características do maxilar do indivíduo e parte de sua dentição.

O fóssil encontrado foi identificado como um peixe do gênero Xiphatinus, na província Chubut, Patagônia Argentina. Outros peixes fósseis relacionado a esse gênero já foram encontrados em outras regiões, do globo, incluindo a Venezuela. Mas, a partir dessa descoberta amplia-se as regiões que esses animais alçaram entre os períodos Cretáceo e o Paleógeno.

O Bulldog Argentino não foi totalmente preservado, mas, ainda assim, foi possível observar seu maxilar marcante e a presença de dentes. Outras porções do animal também foram identificadas, mas não tão marcantes quanto seu maxilar, que constitui a sua face. Esse conjunto de características, envolvendo o maxilar do peixe Bulldog, é o que desperta uma semelhança ao cachorro de mesmo nome.

Achados como esse ajudam a pesquisadores da área da Paleontologia e da Evolução a compreenderem melhor os processos pelos quais esses grupos de animais foram submetidos ao longo do tempo. E com o entendimento dessas formações, elucida-se um pouco mais sobre as lacunas de conhecimentos evolutivas, ecológicas e biológicas que existem.

Artigo fonte: De Pasqua, J. J., Agnolin, F. L., & Bogan, S. (2020). First record of the ichthyodectiform fish Xiphactinus (Teleostei) from Patagonia, Argentina. Alcheringa: An Australasian Journal of Palaeontology, v. 44, n. 2, p. 327-331. DOI: 10.1080/03115518.2019.1702221. <Clique aqui para acessar o artigo fonte>

Legenda e fonte da imagem: Porções da maxila do fóssil encontrado, que ajudaram na produção de um reconstrução do animal. Essa reconstrução serve para tentar entender como esse peixe era fisicamente. (Figura extraído do artigo fonte.)

Publicado por Alexandre Liparini

Mineiro, gaúcho, sergipano, e por que não, alemão? No caminho sempre a paleontologia como paixão e agora como profissão. Adora dar aulas e pesquisar sobre origens e evolução. Se esse for o tema, podem perguntar, por que não?

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