Escrito em: 28 de maio de 2026
Por: Henrique Ferreira Lacerda.
O artigo “Paleodeserto Botucatu: inferências ambientais e climáticas com base na ocorrência de icnofósseis”, discute a importância dos icnofósseis para a reconstrução do ecossistema e o ambiente pré-histórico da Formação Botucatu. O trabalho parte da premissa de que vestígios de atividade biológica preservados nas rochas, como pegadas, pistas e escavações, funcionam como indicadores diretos das condições físicas e químicas do passado e também características dos sedimentos e rochas sedimentares.
Neste contexto, a espécie brasileira descrita como “Brasilichium elusivum” tomou um papel importantíssimo no desenvolvimento da reconstrução deste deserto bem como marcas de chuva e icnofósseis de vários vertebrados e invertebrados preservados em rocha.
As pegadas atribuídas a vertebrados, incluindo dinossauros terópodes e pequenos mamíferos, demonstram que o deserto pré-histórico era percorrido por diferentes grupos animais. Ao mesmo tempo, pistas de invertebrados, como aquelas associadas a artrópodes, indicam que organismos pequenos também ocupavam ou transitavam por esse sistema.
O tema do deserto pré-histórico Botucatu possui grande potencial para a divulgação científica porque conecta conceitos de geologia, paleontologia, clima, evolução da vida e história natural do Brasil. Dessa maneira, é possível gerar uma aproximação entre ciência e público de modo que o patrimônio fóssil seja reconhecido.
Texto fonte: FERNANDES, Marcelo Adorna; GHILARDI, Aline Marcelle; CARVALHO, Ismar de Souza. (2007). Paleodeserto Botucatu: inferências ambientais e climáticas com base na ocorrência de icnofósseis. In: Paleontologia: Cenários de Vida – Paleoclimas. Rio de Janeiro: Interciência, p. 71-81.
Fonte e legenda da imagem de capa: Brasilihium elusivum, Icnofósseis e rastros de chuva: Os icnofósseis Brasileiros que ajudaram a reconstruir o passado do Brasil.
Disponível em:https://agencia.fapesp.br/mamifero-saltava-ha-mais-de-140-milhoes-de-anos/25652.
Texto revisado por: Ruan Honorato Marzano Cintra, Sandro Ferreira de Oliveira e Alexandre Liparini.