Novo fóssil de invertebrado jamais visto é encontrado no Brasil

10 de janeiro de 2021

Por: Larissa do Valle

Um novo fóssil de um invertebrado foi encontrado no Brasil, mais especificamente na Formação Ponta Grossa, na Bacia do Paraná. Os invertebrados são aqueles animais que não possuem coluna vertebral e dispõem de uma enorme biodiversidade, sendo diferentes na forma, alimentação e hábitos, por exemplo as águas-vivas, esponjas, ouriços, minhocas, borboletas e baratas.  

O fóssil se refere a uma espécie que viveu no Devoniano Inferior, ou seja, durante o período da era Paleozoica que está compreendido entre há 419 milhões e 200 mil e 393 milhões e 300 mil anos, aproximadamente. O local onde foi encontrado possui um endemismo marcante de formas de água fria, apesar disso, é diferente de qualquer outro fóssil já conhecido do território.  

Foram encontrados três moldes internos e incompletos, ou seja, quando a estrutura é preenchida internamente por sedimentos e por ainda possuírem suas margens basais, laterais e terminais do animal original, sugere-se que houve um transporte mínimo seguido de soterramento.  

Apesar dos seus traços se assemelharem as esponjas Paleozoicas encontradas na América do Sul, o espécime não possuía espículas, era menor, menos alongado e mais estreito na base se diferindo das esponjas Paleozoicas. Sendo assim, as informações obtidas não são suficientes para se inferir que o fóssil é próprio a este filo. No entanto, embora haja algumas dúvidas a serem respondidas, a descoberta desse invertebrado é de extrema importância, pois através dos fósseis estudamos características que nos mostram tendências evolutivas, além disso é essencial para que possamos entender a diversidade que existe na natureza e compreender a evolução biológica, possibilitando reconstruções ambientais e o reconhecimento de espécies atualmente extintas.  

Artigo fonte: CHAHUD, Artur; FAIRCHILD, Thomas R. (2020). A new invertebrate from the Ponta Grossa Formation (Devonian), Paraná Basin, Brazil. Revista Brasileira de Paleontologia, v. 23, n. 4, p. 279-282. Doi: 10.4072/rbp.2020.4.06 <Clique aqui para acessar o artigo fonte>

Legenda e fonte da imagem: Três moldes do novo fóssil encontrado são mostrados na figura. O primeiro molde (1) tem formato de cálice e é possível observar suas margens bem delimitadas, representando a porção basal do organismo. Já o segundo e terceiro molde (2 e 3) são fragmentos incompletos da sua porção superior e também é possível, ainda que menos aparente que no primeiro molde, perceber seu padrão reticulado. (Extraída do artigo fonte).

Publicado por Alexandre Liparini

Mineiro, gaúcho, sergipano, e por que não, alemão? No caminho sempre a paleontologia como paixão e agora como profissão. Adora dar aulas e pesquisar sobre origens e evolução. Se esse for o tema, podem perguntar, por que não?

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